12 de Dezembro de 2017

Fique atenta nas passarelas da São Paulo Fashion Week!

Tecidos futuristas (sem cara de roupa de astronauta!), marca popular na passarela e grifes de todos o país num mesmo evento: a São Paulo Fashion Week celebra seus 20 anos mesclando novidades e, ao mesmo tempo, uma volta às origens.

O maior evento de moda da América Latina, que está acontecendo esta semana, tornou a concentrar nas passarelas marcas de todo o país — a exemplo do que acontece nas principais semanas de moda do mundo, como Paris e Nova York. Mesmo assim, nessa edição em que apresenta o inverno 2015, enxugou sua estrutura e o número de dias de desfiles — numa atitude condizente com o atual momento da moda brasileira, que apresenta boas novidades mas sofre para ser competitiva com o império “made in china”.

E para competir e ganhar espaço mundo afora nada melhor do que deixar de lado as cópias das passarelas internacionais, investir no DNA regional e mostrar a identidade da moda brasileira que, assim como seu povo, é criativa. Confira 5 destaques dessa edição da São Paulo Fashion Week.

 

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1. À moda mineira

As marcas mineiras Pat Bo, GIG e Apartamento 03 que estreiam nas passarelas da principal semana de moda do país (Divulgação)

A moda mineira vive um bom momento: foge da mesmice e investe cada vez mais no seu estilo barroco, artesanal, repleto de estampas e bordados. E as marcas mineiras tem conseguido aliar suas características regionais a uma moda contemporânea, que pode ser usada em qualquer lugar do mundo. Bingo! Taí uma receita de sucesso, que vem sendo seguida por marcas como GIG,  Apartamento 03 e Pat Bo, representantes da moda mineira no evento ao lado do veterano Ronaldo Fraga. Além de venderem em várias multimarcas por todo o Brasil (apenas Pat Bo e Ronaldo Fraga tem lojas próprias), essas grifes exportam para vários países, provando que uma moda com identidade e qualidade rompe as barreiras regionais.


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2. Fast fashion em meio a grifes

Pela primeira vez a São Paulo Fashion Week recebe em suas passarelas uma marca popular: a Riachuelo desfila hoje, quinta-feira, sua coleção desenvolvida em parceria com a grife italiana Versace, com direito a presença da célebre estilista Donatella Versace no evento.

A sensualidade nas formas e as estampas icônicas da grife estão em peso na coleção que, como pude conferir, foi feita com capricho e veste bem. As peças estarão à venda a partir de amanhã (sexta, 7/11) nas lojas da Riachuelo. Um Versace ao alcance de todos, é democracia ou não é?


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3. Tecidos inovadores

A moda hoje busca atender aos nossos desejos coletivos e um deles — se não o maior — é por praticidade, facilitar a vida. Inovações tecnológicas prometem nos ajudar nisso.  A Colcci, por exemplo, trouxe à passarela do São Paulo Fashion Week a Power Skinny, linha exclusiva de jeanswear focada no conforto e tecnologia do material que, asseguram os criadores da grife, dá para ir do trabalho a aula de ioga — uma das práticas preferidas de Gisele Bundchen, garota propaganda da marca.

Já a Osklen, cuja pesquisa tecnológica está focada no desenvolvimento de tecidos mais sustentáveis,  apresentou peças feitas com couro de pirarucu, seda com aspecto de lã e jeans com neoprene. A moda do futuro está, pelo jeito, nos tecidos!


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4. Moda compartilhada

As redes sociais voltam os olhos cada vez mais para o universo da moda. No instagram a hashtag #fashion foi compartilhada mais de 50 milhões de vezes. Nessa edição da São Paulo Fashion Week há totens para fotos e uma sala especial para as modelos tirarem fotos e compartilharem (que venham as selfies!).

Já o Snapchat dá os seus primeiros passos no universo fashion nacional neste SPFW. O aplicativo, que envia fotos e vídeos temporários, foi a aposta da Colcci para aumentar ainda mais o burburinho em torno de seu desfile de Inverno 2015. Durante a apresentação a Colcci fez cliques direto dos bastidores e da sala de desfile para mostrar “a comoção de um desfile com a top número 1 do mundo e fazer com que cada pessoa se sinta na fila A”, nas palavras da marca. As redes sociais  ajudando também na democratização da moda.


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5. Bossa carioca em sampa

 Principal produtor de moda praia do Brasil, o Rio de Janeiro deixou de sediar o Fashion Rio na apresentação das coleções de inverno e algumas marcas  que desfilavam no Rio, como  Patricia Viera, Sacada, TNG, 2nd Floor, Iódice e Acquastudio migraram para as passarelas paulistas. Essa união faz todos mais fortes, afinal, o São Paulo Fashion Week não é evento bairrista mas nacional e, a exemplo das principais semanas de moda do mundo deve apresentar o melhor da moda de todo o Brasil. Acaba a “rixa” e ganha a moda brasileira que pode mostrar o charme particular de cada região que, de acordo com seu lifestyle, produz um estilo diferente — mas que representa o país com todas as suas cores e formas. Em todos os sentidos.

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