12 de Dezembro de 2017

Conheça as técnicas de depilação para cada tipo de pele

A depilação com cera ou lâmina é um procedimento que, de certa forma, agride a pele. Por conta disso, ele requer alguns cuidados essenciais para prevenir e tratar problemas dermatológicos que surgem com bastante frequência. É importante saber qual método é o mais indicado para o seu tipo de pele.

É muito comum que pelos encravados, irritação e manchas apareçam após a depilação e, para que isso não ocorra, precisamos tomar alguns cuidados especiais a fim de preservar a pele e evitar lesões típicas desta prática. Conheça os métodos mais comuns e como fazê-los.

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Lâmina:

Pode ser usada em todo corpo, é indolor, fácil de fazer em casa e barata. Nunca deve ser feita “a seco”, mas sim usando de preferência uma espuma para depilação (até vale o sabonete); a lâmina deve acompanhar o sentido do crescimento do pêlo, o que diminui a agressão `a pele e os pêlos encravados. Uma grande desvantagem é que os pêlos crescem rapidamente e geralmente tem que se fazer novamente após uns 2 dias, dependendo da área do corpo. Nunca usar a mesma lâmina várias vezes, pois o metal vai oxidando e pode causar alergia pelo níquel.

 

Cera:

Pode ser quente ou fria, sendo a primeira melhor por dilatar os poros e permitir uma saída mais fácil dos pêlos. É importante observar e exigir que a esteticista use cera descartável. Deve ser feita a cada 20 ou 30 dias e pode ser aplicada em pêlos grossos e finos, de qualquer região do corpo. Apesar de ser um método rápido, é doloroso, pode encravar os pêlos e provocar manchas. Além disso, é necessário que o pêlo esteja com pelo menos 5 mm de altura para que a depilação seja feita. Evitar também o uso de cera no rosto, pois é uma pele mais fina e a tração constante pode levar à flacidez.

 

Creme depilatório:

Trata-se de um produto que pela ação química dissolve a haste do pêlo. Pode ser usado em rosto e corpo, é indolor e pode ser aplicado em casa. A principal desvantagem é que pode haver sensibilização da pele, causando uma espécie de dermatite (inflamação da pele). Os pêlos voltam a crescer depois de mais ou menos 2 dias.

 

Aparelhos elétricos:

Podem ser “de disco”, que puxam os pêlos pela raiz (por isso, há dor, mas a depilação dura uns 20 dias) ou “de lâminas”, que cortam os pêlos superficialmente (sem dor, mas o processo tem que ser repetido a cada 2 dias). Tomar cuidado com a virilha, quando é usado o aparelho de disco, para não machucar.

 

Laser:

Hoje em dia fala-se mais em “depilação prolongada” do que propriamente em “depilação definitiva”, pois se sabe que após alguns anos pelo menos uma penugem volta a crescer. O conceito da depilação a laser se baseia em uma redução de aproximadamente 70 a 80 % dos pêlos após um número médio de sessões (em torno de 10). Podem ser usados vários tipos de laser entre eles de Diodo, Alexandrite, Nd:YAG e Rubi, além da Luz Intensa Pulsada. Quem indica é o médico, levando em conta o tipo de pele e pêlo e área ser tratada. Pode ser feito em rosto e corpo e quanto mais escuro e grosso for o pêlo, mas rápida é a resposta. Deve-se tomar cuidado com peles mais morenas ou bronzeadas. Alguns tipos de laser para depilação podem levar à formação de crostinhas e o sol deve ser evitado enquanto elas existirem, para não manchar. Alguns deles são dolorosos e é o método com preço mais elevado. Uma vantagem de alguns tipos de Laser Q-switched e Luz Intensa Pulsada é que é um método praticamente indolor e não forma costas, podendo ser feito o ano todo, atingindo inclusive pêlos mais finos. É bastante indicado principalmente para quem sofre de foliculite (pêlos encravados), pois a partir da primeira sessão os pêlos já se tornam mais finos e começam a encravar bem menos.

 

Cuidados pós-depilação

É normal a pele ficar vermelha após qualquer método depilatório. Pode-se então fazer compressas com bolsa de gelo ou chá de camomila no local. Pode-se também aplicar loções e géis, com substâncias calmantes como azuleno, alfabisabolol e ácido glicirrhízico. Nunca usar pomadas gordurosas para não obstruir os folículos e causar foliculite. Podem-se usar também cremes que combinam corticóides e antibióticos, mas estes devem ser prescritos pelo dermatologista.

 

Foliculite: o que fazer ?

Se mesmo com as recomendações acima os pêlos encravaram, a primeira coisa a fazer, ou melhor, NÃO fazer é “cutucar” para tentar desencravar: isso gera manchas, cicatrizes e infecções. Em casa deve-se fazer uma esfoliação da pele, para facilitar a saída dos pêlos. A pele deve ser também muito bem limpa, pois também há ação de bactérias na foliculite. Além disso, só o dermatologista pode ajudá-la na elaboração de fórmulas para aliviar o processo, além de orientar na realização de laser.

 

Manchas: e agora ?

Essa é uma queixa muito comum das mulheres: onde eu depilo fica escuro !!!! Isso acontece porque o trauma do arrancamento dos pêlos, aliado ao atrito, provoca o rompimento de pequenos vasinhos da pele, que liberam na região um pigmento do sangue chamado hemosiderina, que combinado com a melanina da pele, se deposita formando como se fosse uma “tatuagem” castanha. Esse quadro é agravado quando se toma sol em cima e por isso o uso de filtro solar com FPS alto no local ajuda muito. Para tratar as manchas, podem ser usadas formulações com clareadores, prescritos pelo dermatologista, além de se poder complementar com peelings e Luz Intensa Pulsada em consultório.

 

Gostaram das dicas garotas? Agora vocês podem escolher o melhor modo de depilação pra vocês, beeeijos!

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